Aécio está de volta ao Senado

Ontem teve a votação no Senado em relação a continuidade de Aécio como senador, que foi temporariamente proibida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Porém, o senado resolveu reverter essa decisão por 44 votos a 26 dando a Aécio Neves (PSDB - MG) o direito de exercer o mandato parlamentar.




Aécio foi denunciado por corrupção e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas premiadas da empresa J&F e com base na decisão do senado Aécio voltou ao senado e deixou de cumprir recolhimento domiciliar noturno, as bacadas que votaram e favor de Aécio foi a do PMDB, PSDB e PP, que são algumas das maiores da casa.

Algumas figuravas importantes do governo foram votar em favor de Aécio, mesmo alguns estando até enfermos, como Romero Jucá e o líder do PSDB no Senado Paulo Bauer.

Mas alguns senadores votaram contra o senador como Ronaldo Caiado (DEM-GO) que foi fazer a votação de cadeira de rodas, devido a um acidente.

A votação foi aberta, conforme medida do STF. Aécio é acusado de receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, dono da JBS. O senador alegou que solicitou o recurso como empréstimo para cobrir despesas com advogados.

Mas a vida de Aécio não está fácil no seu partido, porque logo quando acabou de voltar ao Senado, o presidente interino do partido, Tasso Jereissate, defendeu que Aécio deixasse a presidência do partido nesta quarta-feira (18).

Segundo Tasso " Aécio não tem condições, dentro da circunstância que está, de ficar como presidente do partido. E nós precisamos ter uma solução definitiva e não provisória".

Ambos ainda não conversaram após a decisão de ontem do Senado. 

Ainda sim Tasso afirmou que " No Senado ele vai ter o Conselho de Ética, onde vai ter que se defender. E ao mesmo tempo o julgamento no Supremo continua e ele vai ter o direito de apresentar a sua defesa"

"No meu entender, é dar ao senador Aécio o que ele não teve ainda, que é o direito de defesa", disse

Aécio ainda foi alvo de uma nova representação à comissão, que foi apresentada pelo PT. Esta ainda não foi analisada pelo Conselho de Ética.

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